O mais difícil, ou talvez o mais fácil, é saber que as coisas
mudam tão depressa. O que antes parecia um amor sem fim, acabou em tão pouco
tempo. Não sei pela parte dele, mas eu tinha tanta coisa pra dizer, pra
mostrar, eu dizia todos os dias o quanto era feliz por tê-lo comigo e de uma
maneira, ou de outra, ele retribuía. Às vezes quando a saudade batia forte e o
desespero também, ele me prometia que jamais sairia do meu lado, que se
dependesse dele, ficaríamos juntos por um longo tempo. Ele sabia que eu tinha
um medo absurdo de perdê-lo, de vê-lo sorrindo por motivos que não tinham nada
a ver comigo. Todos julgavam ser um amor impossível, afinal, mesmo que poucos
quilômetros nos separavam, quase nunca nos víamos, não tínhamos contatos
básicos, era apenas um amor, que pra muitos, não tinha contexto e muito menos,
nexo. Sempre tive medo de como as coisas mudam rápido demais, mas com ele, tudo
parecia... Sei lá! "Cada tempo no seu tempo." E eu jurava ser pra
sempre. Depois de um tempo, tudo ficou frio e vazio. Não era a mesma coisa, não
eram as mesmas conversas, os mesmos áudios, até a maneira de dizer "eu te
amo" mudou. Eu, que tinha medo de perdê-lo pra qualquer uma, acabei
perdendo de um jeito tão fácil, tão banal. As conversas mudaram de rumo, não
tinha mais aquela emoção de desbloquear o celular e ter uma mensagem dele
pronta pra ser respondida. Restava apenas o número e a vontade louca de dizer à
ele, talvez pela última vez, o quanto eu o amava, o quanto ele me fazia feliz
pelo simples fato de existir. Hoje, eu sei que de uma maneira que nem eu mesma
entendo, outra pessoa o faz feliz. Tem seus defeitos? Quem não tem, não é
mesmo? Se ele continuar com aquele sorriso lindo e com aquela forma de ver a
vida, tudo ótimo! Ver ele feliz, me motiva a esquecê-lo e também procurar a
felicidade em outro alguém. Os dias passam, as horas voam, os minutos, quase
não percebemos. Várias coisas acontecem ao nosso redor a todo instante e se foi
pra ser assim, o que nos resta, é aceitar e acreditar que a estrada, vai muito
além do que os olhos podem ver.
- Vitória
Maria